O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados na madrugada desta quinta-feira (14) para completar o mandato do biênio 2015-2016, que termina em fevereiro de 2017. A eleição preencheu vaga aberta com a renúncia do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência, ocorrida na semana passada.
Em seu primeiro discurso como presidente da Câmara, o deputado agradeceu a todos os partidos que o apoiaram, seja desde o primeiro turno ou a partir do segundo turno. Ele citou o nome de vários líderes e deputados que apoiaram sua candidatura.
“Agradeço pela disputa limpa, na política, agradeço à minha família. É difícil falar depois desse momento, sentado nesta cadeira”, afirmou.
Rodrigo Maia ressaltou que terá a oportunidade de presidir a Câmara junto com os outros deputados. “Vamos tentar governar com simplicidade, pacificar esse Plenário. Tem pautas do governo, mas também tem demandas da sociedade”, lembrou.
Atualizada às 22h57Terminou a primeira parte da votação que, na noite desta quarta-feira (13/07), definirá o novo presidente da Câmara Federal, cargo vago desde a renúncia de Eduardo Cunha. Marcelo Castro, que disputava a presidência pelo PMDB, com apoio do PT, acabou ficando em terceiro lugar na votação.
Os mais votados foram Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rogério Rosso (PSD-DF), que obtiveram 120 e 106 votos, respectivamente. O deputado piauiense foi votado por 70 parlamentares, e está fora do páreo pela presidência. Ele afirmou que apoiará agora a candidatura de Rosso. Os dois primeiros serão agora votados em segundo turno naCasa .
No primeiro momento, a votação ocorreu de forma rápida. Após o resultado a sessão foi interrompida, e voltará às 21h50. Rodrigo Maia e Rosso terão dez minutos para discursar, cada um, e os deputados então votarão eletronicamente nas urnas posicionadas no plenário.
O mais votado, em maioria simples, assume imediatamente a presidência da Casa.
DISCURSO DE MARCELO
O deputado federal Marcelo Castro disse, durante seu discurso ainda como candidato que, se eleito, defenderia a aproximação do parlamento com a sociedade, bem como a autonomia do Poder Legislativo. Convocou os pares a calçar a “sandália da humildade” para reconquistar a confiança do povo no parlamento, e relembrou sua trajetória na Casa, antes de pedir o voto dos colegas.
O deputado federal Marcelo Castro disse, durante seu discurso ainda como candidato que, se eleito, defenderia a aproximação do parlamento com a sociedade, bem como a autonomia do Poder Legislativo. Convocou os pares a calçar a “sandália da humildade” para reconquistar a confiança do povo no parlamento, e relembrou sua trajetória na Casa, antes de pedir o voto dos colegas.
O peemedebista abriu seu discurso com palavras do estadista britânico Winston Churchill, ao falar da importância da democracia. “A democracia é a pior de todas as formas de governo, exceto todas as demais”, citou ao defender a “boa e velha democracia”. Mencionou ainda Charles de Montesquieu, tratando da tripartição de poderes, defendendo que os poderes devem ser autônomos, mas não podem tentar se sobressair, um ao outro.
— Este poder precisa cada dia mais do nosso concurso para ser cada dia mais autônomo, independente, altivo e jamais submisso, para que os outros poderes não invadam as nossas prerrogativas. O Poder Legislativo é o mais legítio que existe, tanto que olho para vossas excelências e não vejo os 513, mas 204 milhões de brasileiros. Nada é mais legítimo do que o poder do povo, e é isso que queremos para o nosso parlamento — disse.
Em seu quinto mandato, Marcelo disse que nunca baixou a cabeça, nem ficou em cima do muro. Disse que a Casa funcionará de maneira tranquila, caso ele chegue à presidência, e que nenhum partido será descriminado. Mencionou ainda que lutará para que o parlamento volte a ter credibilidade na sociedade.
— Temos certeza que a sociedade brasileira não está satisfeita com seu parlamento. Nas pesquisas, menos de 10% aprova o nosso trabalho. Assim não tem sustentabilidade. Como é que o povo nos escolheu e 90% hoje não nos aprova. Está na hora de uma profunda autocrítica, onde estamos errando? Que erros estamos cometendo? Não podemos admitir este divórcio entre a classe política e a sociedade. Precisamos humildemente vestir aqui a sandália da humildade. Precisamos de ações efetivas para nos aproximarmos da sociedade, para ter confiança e respeito, para que a sociedade não nos envergonhe com as plaquetas de ‘vocês não nos representam’”.
Castro tratou da sua atuação como relator da reforma política e na discussão dos Royalties do Petróleo, quando apresentou emenda para distribuição equitativa dos recursos. Disse querer avançar também nas emendas de bancadas e nas emendas individuais, para que estas sejam liberadas automaticamente para evitar que os parlamentares não passem dificuldade quanto às liberações.
DA VOTAÇÃO
No caso de empate, nesta segunda votação, prevalecerá o candidato com maior número de legislaturas. Se ambos tiverem o mesmo número de mandatos, prevalecerá o mais idoso.
No caso de empate, nesta segunda votação, prevalecerá o candidato com maior número de legislaturas. Se ambos tiverem o mesmo número de mandatos, prevalecerá o mais idoso.
Fonte: 180graus
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Política