Segundo o empresário, o acordo com o Alessandro foi assinado em março de 2014, prevendo dez anos de exclusividade na parceria. Após desentedimentos, o contrato foi rompido em outubro, sob justificativa de falta de empenho na divulgação e clareza da prestação de contas.
"O padre alega que ele não tinha informações concretas sobre algumas prestações de contas e que o trabalho não estava sendo bem feito. Mas o problema é que não existia uma conta do Leonado ou da empresa dele. Todos os depósitos eram feitos diratemente na conta do padre."
"O Alessandro montou um escritório para fazer a divulgação da carreira dele e convidou o Leonardo, que já havia trabalhado e tido problemas com o Edson e Hudson. O Alessandro não gostou do resultado, e o Leonardo decidiu acionar a Justiça. É uma coisa que acontece no showbiz", disse Milce Castro, secretária do padre, que não quis falar com a reportagem.
Misturando sermões e música sertaneja, o padre Alessandro Campos é um dos maiores fenômenos da música brasileira na atualidade. Seu álbum mais recente, "O Que é que Eu Sou Sem Jesus", já vendeu cerca de 1 milhão de cópias. Com missas lotadas e vestindo batina e chapéu de caubói, ele é uma das estrelas da TV Aparecida, apresentando o programa "Aparecida Sertaneja".
Cancelamento de shows
Desde o ano passado, o padre Alessandro já vinha causando polêmica ao cancelar repentinamente shows nos interiores de São Paulo e Minas Gerais, alegando problemas pessoais e de agenda. Segundo Leonardo Azevedo, foram 11 apresentações suspensas, sem que ele devolvesse o cachê. Uma delas aconteceria na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Mogi das Cruzes (SP), que entrou com uma ação de indenização por dano material contra o sacerdote.
Em Claro dos Poções (MG), o cancelamento de um show em agosto do ano passado resultou em uma carta aberta de repúdio escrita pelo padre Deangeles Carlos Araújo, que administra a paróquia Senhor Bom Jesus. Apesar de banda e equipe terem montado os equipamentos e passado o som no palco, Alessandro Campos não viajou à cidade.
"Nós, organizadores da festa, além do constrangimento, vergonha e decepção, ficamos sem resposta. Seus assessores não sabiam nos falar o que havia acontecido. Sua banda estava sem entender o porquê. O padre simplesmente desligou o telefone, e ninguém, nem ele, nem sua produção, nos atenderam mais", desabafou Deangeles, na época, em nota.
"É preciso lembrar que a carreira dele é toda muito complicada, muito diferente da de outros artistas. É difícil fazer uma gestão artística quando se envolve um padre, que está sob o custódio de inituições e cumpre, primeiramente, uma missão em seu trabalho: a evangelização", diz Milce Castro.
Fonte: Uol
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