
Mas o cantor de 52 anos também se inspirou em outros realities antes de assumir a nova função. "Tenho assistido muito ao 'The Voice' americano, com o Pharrell Williams, o Adam Levine. Já tinha visto outros também, o 'X Factor', 'American Idol'. Esses programas se tornaram o topo do entretenimento na televisão porque juntam o que todo mundo gosta: um pouco de vida real, competição, muita música e estrelas", analisa.
MISTURA DE GÊNEROS
Eleger uma nova banda Malta, campeã da primeira temporada, não é uma preocupação para o novo jurado. Ele quer provar mesmo que consegue passar sua experiência para candidatos de outros estilos musicais. A expectativa, inclusive, é de que venha por aí uma mistura de gêneros capaz de chacoalhar o cenário brasileiro.
"Rock é o meu habitat. Espero que tenha competência pra avaliar uma banda forró, um grupo de samba, de baião. E espero que aconteçam misturas saudáveis. O mangue beat foi a última explosão de criatividade da música brasileira, não se encaixava num gênero. Estou muito atento a coisas novas, a gente está preparado pra ver acordeom numa banda de rock", afirma.
Quem for se aventurar no habitat de Paulo Ricardo, no entanto, não deve ser certinho. "O rock não é só técnica. Ele inclui uma coisa selvagem, o artista pode se exceder, não precisa ser afinadinho, deve assustar um pouco", analisa ele, que, por outro lado, não é muito fã de exageros.
"As reações vão surgir na hora, mas normalmente fico atento para os excessos. Muito malabarismo vocal, estilo Mariah Carey, é uma coisa que não curto muito, tenho um certo pé atrás", afirma ele, que vai se dedicar com mais afinco ao programa nos próximos três meses, antes de cair na estrada novamente com a banda para divulgar o novo álbum.
Fonte: Uol
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